segunda-feira, 23 de maio de 2011

Continuando a conhecer a Ilha Grande: Dos Meros à Parnaioca!

Passamos a noite nos Meros. Ficamos de lado para as marolas quase o tempo todo. Ainda não sei bem por quê. Dormi fundo embalado pelo balanço... quando acordei, o Xupolho e o Skua já tinham ido. Saíram de madrugada. Vi quando eles passaram, logo que o sol nasceu.

O sol já estava forte quando ouvi o Alê acordando e andando pelo deck...  "Que perigo, que perigo", ele ficava dizendo, enquanto olhava para o mar... É que esse pessoal aqui dos Meros não é muito bacana... A uns anos atrás, eles soltaram os cachorros na praia quando tinha criança andando. Um cachorro destes grandes mordeu uma das crianças no rosto. Foi bem chato... agora eles tiraram as bóias de umas poitas e os cabos estão flutuando a meia água. Perigo total para qualquer embarcação que estiver chegando na praia. E nós tivemos muita sorte!!! Tinha um cabo bem embaixo da gente. Chegamos no embalo com o motor desengatado... isto deve ter ajudado.

Assim se você estiver vindo, entre e vá o mais possível à bombordo, pq do meio da pequena baía para boreste há umas três dessas poitas abandonadas com cabos à meia água...

De qualquer maneira dava para ver as poitas lá no fundo na areia! Que visão linda, como a água estava limpa e cristalina dava para ver até a âncora unhada no fundo. Um grande cardume de peixes estava nadando embaixo do meu casco (também Alê... tem umas craquinhas por aqui né... rss) (Black, liguei pro rapaz que limpa teu casco, ele ta indo aí esta semana!)

O Filho do Vento, durante à noite tinha chegado bem perto de nós, mas a ancoragem do comandante foi perfeita e os barcos não se tocaram. Parabéns FDV!



A Bia, como sempre, serviu um café da manhã de encher o tanque até dos motores mais gastões! Com tanta comida até uma lancha andaria rápido!!! O Ale deve ter se animado, pq disse pra Bia: Vela pra cima! Ta na hora de velejar! Mas olhei lá pra fora e não vi nem sinal de vento... nada, nadinha... o mar liso, e sem nenhuma crista. Achei que não ia rolar. Tentei avisar o teimoso fazendo força pra vela não subir. Travei a adriça tudo que pude. O Ale, teimoso, ficou até suando, pediu emprestado até spray de lubrificante prô Murilo.

Presta atenção Ale, subir vela nunca foi difícil... o que vc acha que mudou hoje? Não tem vento!!! (rsss... foi engraçado, sorry!) Mas não teve jeito, não fui ouvido e a vela subiu para fazer barulho e descer sem ter trabalhado, logo na chegada da próxima ancoragem... e assim saímos para a Parnaioca! Esse era o nosso destino desde o carnaval!!! Esperamos uma queresma inteira para esse momento. Sem falar que já deveríamos ter dormido lá esta noite, mas como vocês viram, não estava muito apetitoso ir de noite para lá não.
Assim saímos, FDV e nós.

 A chegada na Parnaíoca foi um momento muito especial! Como a maré ainda não tinha enchido, dava para ver de longe a faixa larga de areia branca, com os coqueiros e água que ia do azul a um verde esmeralda quando chegava perto da areia. A boreste de nossa entrada estavam alguns outros veleiros, dava para reconhecer o Skua, Vento, Tetiaroa, Odara... Que lugar lindo!



O Coca tava na água com a Ana Lú. Também pudera! A água estava perfeita!



Jogamos a âncora a mais ou menos uns 10 metros de profundidade, a uns 100 m do Vento e uns 300 da praia. Dava para ver ela tocando o fundo. Adoro água limpa e cristalina! Lá no porto, como a baia de Paraty tem uma camada de 14 metros de profundidade de lodo e minha quilha fica o tempo todo tocando o fundo, levantando suspensão, no dia a dia não consigo ver um palmo diante do bico de proa. Aqui via minha âncora lá nos dez metros. E Bia... que não é boba nem nada, saiu da cabine toda animada para entrar na água, mas falando: macarrão!!! Puxa essa mulher só pensa em comida!!?? Nada! Era uma daquelas bóias compridas de piscina!! Kkkkkkkkk. Assim, ficaram na água Bia, Ale, Murilo, Coca, Lú, Maria Helena, Marisa. O Ale parecia criança, e, lembrando os tempos de instrutor de mergulho fez várias descidas ao fundo.



A água estava tão boa que eles devem ter ficado boiando me fazendo companhia quase uma hora. Depois disso foram para a praia. A caminhada deve ter sido boa. A praia é larga e longa, a areia branca muito boa para andar. Do outro lado  (à bombordo da entrada) várias lanchas e até escunas, de todos os tamanhos se juntavam. É que lá tem uma grande lagoa de água doce. Ouvi que subindo pelas margens desta lagoa tem uma cachoeira. Rio acima tem inclusive quedas de água grande. Na praia caminhavam Ale, Bia e Ana Lú, que mostrou seu "anel de compromisso" para os dois. A Lú, tão querida, já compromissada... é comandante, o tempo tá passando, daqui a pouco vocês trazem os netos à bordo! Eu vou gostar! Bebê remoça todo mundo!!!


O almoço não foi a bordo. Mesmo tão longe de tudo tem restaurante! Que coisa boa! Na verdade a Parnaíoca já foi a maior vila da ilha grande (link post anterior) e na caminhada além de conhecerem as ruínas, o camping, -- que apesar de modesto é muito bem montado, e seu dono, dizem, um excelente anfitrião, preocupado com o meio ambiente e com o futuro do lugar – conheceram também o restaurante da dona marta. A Bia fez um relato inteiro sobre ele: clique aqui para ver!




No meio da tarde o Skua resolveu voltar com o Tetiaroa para Paraty. O Xupolho que é irmão menor do Skua iria ficar para completar a volta na Ilha! Bravo esse barco, salada de xuxu com repolho!



Assustados com o tanto que tinham balançado na noite anterior, os outros barcos ficaram confabulando sobre qual seria o melhor lugar para dormir. Na outra ponta, deste lado, mas numa pequena reentrância perto do braço de terra que fica à boreste da entrada, aqui, ali.. Enquanto isso, vi o blackinho com o Alê indo para a ponta de terra à bombordo de quem sai. Talvez uma meia milha adiante. Lá, largou o botinho e se meteu na água. Faltava um pouco para o sol começar a se por. O mergulho, entre pedras enormes e muitos peixes grandes, com várias tocas para serem exploradas pareceu ser uma delícia.

Já com o sol deixando a Baia da Ilha Grande, o blackinho voltou e foi a vez da sessão de fotos. Mais um por do sol espetacular. Como são lindos os meses de Abril e Maio. Obrigado, Papai do Céu!!!



O jantar foi a bordo, mais uma vez a Bia arrebentou. Vi os dois irem dormir muito felizes!



quinta-feira, 28 de abril de 2011

Chegando na Praia dos Meros, na Ilha Grande, ao pôr do sol!

Acordei às 05:00... O Mestre André estava mexendo em tudo. Colocando almofadas no lugar, tirando o cheiro de veneno da dedetização que o Alê pede para fazerem de seis em seis meses... Ainda é cedo André! Mas ao invés de me ouvir ele trabalhou duro e eu fiquei tinindo, pronto pra viajar logo cedo! Do jeito que estava abastecido a viagem desta vez ia ser boa. E eu, doido para velejar, assisti ao sol nascendo.

Algum tempo depois, a Bia e o Alê chegaram. Pela pouca bagagem logo vi que viriam sozinhos. Feriado sem os teens... que pena!

Logo, a movimentação para zarpar começou e vi que iríamos até a Ilha Grande! Só que, desta vez, para o lado oposto ao continente, onde estão as praias mais preservadas e selvagens! Outros veleiros iriam conosco e comecei a escutar meu comandante combinando a saída e o destino com outros barcos... Filho do Vento, Filho do Vento, é Black Swan! Vento, Vento, é Black Swan! Skua, Skua, é Black Swan! Duvel, Duvel, é Black Swan!
O almoço!!
Enquanto o Alê preparava a saída, a Bia preparava a comida!! E o cardápio parecia delicioso: Cassoulet e Arroz Sete Cereais!

O Vento e o Skua já haviam partido à duas horas... E o Filho do Vento iria conosco!

O dia estava claro e sem nuvens... Mas, será que teríamos vento? Saímos motorando até a Ilha dos Meros, onde o vento deu o ar da sua graça... Não era um super vento, mas o suficiente para a minha mestra subir!


Como é bom estar de volta à ativa, depois de 15 dias no pier!

A viagem foi muito tranquila e o Filho do Vento, só com o Murilo e a Mariza, nos acompanharam por um bom trecho... Até que, sem muita explicação, o Filho do Vento se afastou, provavelmente para tentar buscar mais vento!

Depois de algumas horas, o Filho do Vento continuava distante e não respondia pelo rádio... Meu comandante o chamava insistentemente e nada... De longe, parecia que o barco estava parado, batendo as velas...

O sinal do rádio não estava bom, mas conseguimos comunicação com os outros veleiros... Vento, Odara, Skua e o pequeno Xupolho (um Paturri 16) estavam à nossa frente... O Vento e o Odara seguiram para pernoitar na Parnaioca, nosso destino também.

Como o Filho do Vento não respondia, decidimos voltar em direção a ele para saber se havia algo errado... E o sol começava a se pôr... lindamente...



Ao chegarmos próximos do Filho do Vento, percebemos que estava tudo bem... Mas nada do rádio funcionar... E como a noite caia, Bia e Alê decidiram pernoitar na Praia dos Meros, mais próxima que a Parnaioca... O Skua e o Xupolho também iam pernoitar lá. E nada de consegur avisar nossos amigos do Filho do Vento!!

Segui em direção à praia dos Meros, ainda iluminado pelos últimos raios do sol... Que pôr do sol espetacular!! A Bia não se cansava de fotografar a paisagem, embora tenha ficado um pouco "mareada" na viagem, pois o mar estava bem mexido!

Avistando a ponta da Ilha Grande, onde fica a Praia dos Meros, fomos premiados com um céu que parecia irreal... Mas não era não!! Quem estava lá, viu!


Enquanto isso, o Filho do Vento rumava para a Parnaioca... Como avisá-lo que mudamos o pernoite?? Felizmente, ele percebeu que eu entrei na baía da Praia dos Meros e... ligou o rádio!! Que bom!! "Black Swan, Black Swan, é Filho do Vento"!!

Destino acertado, Filho do Vento corrigiu sua rota e finalmente ancoramos nos Meros, já noite! Skua e Xupolho já estavam lá. Mas vocês devem estar se perguntando... Que nome é esse? Segundo o Renato, atual comandante do Skua (um Delta 32) e antigo proprietário do Xupolho, que agora pertence ao seu irmão, Miguel, é uma homenagem a dois ingredientes maravilhosos da nossa cozinha... o Xuxu e o Repolho!! kkkkkkkkkkkkk (adorei isso!!)

E, para fazer jus ao Xuxu, o Xupolho é verde!! É isso aí, guri! Você arrasou! Com apenas 16 pés e 2 tripulantes, chegou muito bem à Ilha Grande, vindo de Paraty!!

domingo, 3 de abril de 2011

A História da Cinque Mari

Veleiro Desgarrado - Fast 395, meu antecessor!
Quando entrei para a família da Bia e do Alê, a Cinque Mari, uma linda lanchinha de 23 pés já fazia parte do grupo. Ela foi comprada em setembro de 2010, logo após a venda do meu antecessor Desgarrado, um fast 395...

Com a venda do veleiro (ouvi dizer que a Bia chorou muito quando o Desgarrado foi entregue aos seus novos donos), eles pretendiam ficar algum tempo sem barco, para "juntar dinheiro" e comprar um veleiro maior... Afinal, a família cresceu quando eles se casaram!

Mas, ficar longe do mar, nem pensar! A ideia então foi comprar um lancha pequena, que viabilizasse passeios de um dia com toda a família!

E a escolhida foi a "Mar di Bella", uma Evolution 225 cabinada, que estava no Yacht Club de Ilha Bela. Como o dono anterior queria o nome para sua próxima lancha, Bia e Alê tiveram que escolher um novo nome para ela... Cinque Mari, uma homenagem aos 5 integrantes da nova família, cada um com sua personalidade, cada um com seu jeito... Cinco Mares diferentes para se navegar!

Cinque Mari, uma Evolution 225

A Cinque Mari ficou alguns meses hospedada em São Sebastião e a família pôde conhecer uma região diferente de Paraty, onde ficava o Desgarrado (e os barcos anteriores do Alê... Blues, um fast 310 e o Maliarda, um Oday 23).

Foram muitos passeios no canal de São Sebastião e Ilha Bela... Praia do Curral, Pindá, Centrinho, Castelhanos, Praia da Fome, Saco do Sombrio...

Erik, Marina e Ian na proa da Cinque Mari
No final de 2009, com saudades de Paraty, Alê e Bia decidiram trazer a Cinque para cá... E ela ganhou uma nova casa, o Farol de Paraty.

No verão de 2010, eu já estava na família, passando pelo meu Extreme Make Over... Enquanto isso, a família ficou hospedada no Hotel do Bosque, em Angra, e a Cinque Mari foi com eles! Ela ficava em uma lagoa do hotel, com entrada pelo Rio Mambucaba!



Com a Cinque, Bia, Alê, Marina, Erik e Ian conheceram toda a Ilha Grande, chegando a dar a volta na Ilha toda no mesmo dia! Rapidinha esta Cinque!


Até no Shopping Pirata de Angra eles foram "de Cinque"! Divertido chegar em um shopping center de barco, não é??


E foi no Hotel do Bosque que o destino da Cinque Mari começou a ser traçado... O Alê reencontrou um amigo de longa data, Adriano e comentou com ele que pretendia vender a Cinque assim que minha reforma terminasse... Afinal, dois barcos era demais, financeiramente falando!! Mas, mesmo assim Bia e Alê estavam com o "coração partido" de se desfazer dela... O próprio Alê chegou a recusar várias propostas interessantes de venda... Acho que ele queria que alguém que realmente a valorizasse!! Certo ele!! Nós, barcos, gostamos que nossos donos nos valorizem! Por isso sou tão feliz com minha família!!

E foi neste contexto que o Adriano e sua esposa Lili comentaram que tinham um amigo que poderia se interessar em comprar a lancha...

Lili e Adriano na Cinque Mari

Voltando para São Paulo, o tal amigo fez contato com o Alê... Chamava-se Serginho e, em poucos minutos de conversa, a grande coincidência: Alê e Serginho eram amigos de infância! Estudaram no primário do Dante juntos!! Que mundo pequeno!! E ainda tinha mais! O Serginho morava na mesma rua que a Bia e o Alê!!!

O Serginho não possuia nenhuma experiência com barcos e fez a seguinte proposta ao Alê: compraria metade da lancha e dividiria as despesas... E a Cinque continuaria a venda...

Foi assim que o Serginho, sua esposa Paula e os filhos dele Ricardo, Luigi e Manuela entraram em nossas vidas! E mais uma coincidência! Eles também são 5!! Viva o Cinque!!

Paula Negro na Cinque
Foram 8 meses de muita diversão à bordo da minha amiga Cinque Mari... Alê e Bia introduziram o Serginho e a Paula no maravilhoso mundo da náutica e de Paraty. Logo, eles estavam totalmente apaixonados por esta vida! E mais do que sócios na lancha, tornaram-se muito amigos! Em um dos posts aqui do blog, é a Cinque que conta uma aventura que viveu com a turma!


A Cinque ficava amarrada ao Black Swan - "puxadinho"


Cinque Mari, ancorada em Paraty...


No reveillon de 2010, graças à agilidade da Cinque, todos puderam ver os fogos bem de pertinho! E eu fiquei acompanhando a festa de longe...


Bia, Alê e Serginho comemorando a virada de 2010 na Cinque Mari


A turma teen (Marina, Manu, Ricardo, Ian e Luigi)
curtindo os fogos na Cinque Mari

Serginho e Paula ficaram tão animados com a nova vida marítima, que decidiram comprar uma lancha maior, que coubesse toda a família para pernoite... E, infelizmente, a Cinque Mari foi vendida, para um casal no Rio de Janeiro... O vídeo acima é da última vez que saímos juntos, para passear pelas águas da Baía da Ilha Grande... Sentirei saudades, menina!! Boa sorte na sua nova vida!

Bom, mas as mudanças também trazem bons ventos... E agora teremos uma nova companhia para nossas aventuras, a Duvel, uma Tempest 27, o novo membro da família Negro! Bem-vinda Duvel!!

Duvel, a nova lancha dos Negro





segunda-feira, 14 de março de 2011

Quarta feira de cinzas... Alegria e diversão no Saco da Velha - Paraty!

Depois de um feriadão de Carnaval maravilhoso na Ilha Grande (Angra dos Reis - RJ), vencendo a claustrofobia na Gruta do Acaiá, descansando no Saco do Céu, curtindo a praia e a vista da Marina Portogalo e passeando pela Vila do Abraão, era hora de voltar para Paraty...

Saímos as 16h da Vila do Abraão e tomamos o rumo da Ilha da Cotia, onde iríamos pernoitar... Quando o sol começou a sumir no horizonte, as crianças ganharam um presente da natureza... Que fechou com chave de ouro nossa temporada na Ilha Grande... Golfinhos que vieram brincar comigo! Será que eles acharam que eu era algum tipo de baleia??? rs



Já noite, chegamos à Ilha da Cotia... Com muita habilidade, meu comandante me conduziu com segurança até as águas tranquilas do nosso lugar preferido para pernoitar...
Depois de um jantar delicioso (pizza de frigideira de calabreza, mussarela, portuguesa, marguerita e todos os outros sabores que as crianças criaram com os ingredientes disponíveis), a turma foi para a sessão de cinema... Não é um programa legal? Erik e Phillipe dormiram no meu cockpit... estava fresco e algumas estrelas já começavam a despontar, depois de vários dias de céu nublado...

E realmente a quarta feira de cinzas, ironicamente, amanheceu ensolarada! Finalmente um dia de sol! E nosso destino era o Saco da Velha, a pedido do Ian, que praticamente passou sua infância brincando naquelas praias todo o final de semana... E agora era eu, Black Swan, que iria passear com eles lá!!



Saco da Velha - Paraty RJ
O lugar é simplesmente paradisíaco... A praia, pequena, de águas calmas... Do lado direito, as pedras grandes escondem uma linda gruta... Do lado esquerdo, uma escada na areia leva a um pequeno restaurante de pescadores... O "Paixão do Vivinho"... O local pertence à família do falecido Vivinho, um conhecido pescador que morou ali a vida toda... Sua esposa, Dona Paixão, e seus familiares ainda cuidam do local...


Restaurante Paixão do Vivinho - Paraty RJ

As crianças se divertiram muito... mergulharam, foram à gruta, pularam das pedras e do pontão do restaurante... Sem falar nas iscas de peixe e bobó de camarão que comeram...


Marina, mergulhando no Saco da Velha - Paraty RJ

Voltando para o barco, hora do banho, ali mesmo, na praia de popa... Tem lugar melhor? Mas este era o começo da nossa volta para o porto... Realmente o feriado estava acabando...



Erik, Ian, Phillipe no Black Swan

Deixando o Saco da Velha - Paraty RJ

Realmente foi um "gran finale" para um feriadão cheio de aventuras, com uma turma prá de animada!!

Um tour pela charmosa Vila do Abrão na Ilha Grande!

Terça feira de Carnaval... Nosso destino, ainda na maravilhosa Ilha Grande, era a Vila do Abraão... Saímos do Saco do Céu, depois do nosso segundo pernoite lá, e em menos de 1 hora estávamos chegando na parte mais agitada da Ilha Grande.

No mapa, fomos do ponto 3 para o ponto 5:


Este é o porto de entrada de toda a Ilha Grande, com a balsa que faz ligação com o continente... Além da balsa, a Vila possui muitas pousadas, restaurantes, comércio... E o dia estava especialmente agitado, afinal, era Carnaval, e o movimento de saída de turistas era grande! Minha tripulação aproveitou o dia para caminhar pela praia (que podia estar mais limpa, infelizmente...), almoçar em um local bem legal, "pé na areia", de frente para a baía (Restaurante Lua e Mar), tomar sorvete e açaí com granola no centrinho... Enquanto isso, eu observava tudo de longe... todo este agito... e eu lá, tranquilo, só esperando a turma voltar para continuarmos nossas aventuras!

Vila do Abraão - Ilha Grande - Angra RJ

Curtindo a praia descolada e a vista panorâmica do Portogalo!

Segunda de Carnaval, Saco do Céu, Angra dos Reis... Depois de um domingo bem especial, terminando com um jantar no Refúgio das Caravelas, o dia amanheceu ainda nublado, mas sem chuva... A temperatura mais elevada logo incentivou a garotada a dar um mergulho! Mas o que eles queriam mesmo era nadar até o quiosque do Coqueiro Verde, que estava bem ao lado da nossa poita, para brincar no escorrega! De frente, de costas, de lado...

Saco do Céu - Angra dos Reis

Enquanto isso, a Bia admirava o Saco do Céu... Que lugar lindo! Águas mansas, bons restaurantes, barzinhos, muitos barcos ancorados... O agito da manhã ficou por conta de um bote desaparecido, de um veleiro de Salvador... Infelizmente existem pessoas mal intencionadas em todo lugar... até neste paraíso...

Saco do Céu - Angra dos Reis

Minha tripulação não havia decidido ainda o nosso destino... Afinal, na Ilha Grande, há tanto lugar lindo para se conhecer e visitar!! Como a garotada gosta de um "agito", havia duas opções: Portogalo e Vila do Abraão. Portogalo é uma marina no continente, em Angra, mas bem próxima da Ilha Grande. A Bia e o Alê já haviam passeado lá anteriormente, com o Desgarrado, e estavam ansiosos para mostrar o teleférico às crianças... Além disso, o Portogalo tem posto de abastecimento de combustível e água, parada obrigatória em uma viagem mais longa, principalmente pela água quando há 6 pessoas à bordo!!
Veleiro Sobá
Então estava decidido! Vamos para a Marina Portogalo!

A viagem foi curta, cerca de 40 minutos. No caminho, encontramos o Veleiro Sobá... Não sabemos quem são seus donos, mas ouvi a Bia e o Alê comentando que "namoraram" este veleiro quando estava à venda no Bracuhy... O Sobá é um Peterson 43, center cockpit... Bonitinho, mas eu sou mais eu!! rs (vou admitir... fiquei com ciúmes...).



Teleférico do Hotel Portogalo - Angra RJ

 Ancoramos bem distante da praia (como sempre prefere meu cuidadoso comandante) e a tripulação logo foi para terra, de bote! Que animação! E eles tiveram muita sorte, porque a Ilha Grande estava com chuva, mas o continente não!

O mormaço foi suficiente para permitir muitas atividades... Além de subirem no teleférico do Hotel Portogalo e contemplarem a vista maravilhosa de toda a baía, ainda andaram de caiaque, jogaram volêi de praia e caminharam na praia...



Vista do Hotel Portogalo - Angra RJ
Praia de Portogalo

Condomínio Portogalo
Infelizmente, no final da tarde, a chuva chegou para atrapalhar a diversão na praia... E logo a turma estava à bordo de novo... Fomos para nossas atividades operacionais... abastecer meus tanques de água e combustível! Ah! E as crianças também se abasteceram, só que de "porcarias" (refrigerantes, salgadinhos, sorvetes...) na lanchonete do posto!

Todos devidamente abastecidos, já estava tarde para irmos à Vila do Abraão... A decisão foi voltar para o Saco do Céu para o pernoite e deixar o passeio para o dia seguinte!

Na volta, mais um encontro interessante na Marina do Portogalo... O Veleiro Rock and Roll, outro MB 45! Olá maninho! Não sei se vocês sabem, mas nós somos em 13 e eu sou o mais velho! Alguns eu já encontrei nas minhas andanças por aí... Outros, ouvimos histórias de ondem estão... O Big Lit, que fica em Angra, com o Carlos e a Helena... O Onix, que está ancorado na Marina do Engenho... O Bolero, que estava, até bem pouco tempo atrás, no Bracuhy... O Cabeça Feita, que estava na Ilhabela e agora está no Bracuhy... O Bravo, que estava dando a volta ao mundo... E agora o Rock and Roll... Quem sabe um dia ainda não organizamos um almoço em família??

Meu irmão, outro MB 45, Rock and Roll, ancorado no Portogalo
A volta para o Saco do Céu foi tranquila... E a garotada até quis ficar no leme!!